Raciocínio lógico e a questão da proibição do financiamento privado nas eleições

poder politico Raciocínio lógico e a questão da proibição do financiamento privado nas eleições

Vamos pensar sem ideologia, apenas com a lógica sobre o que pode causar a proibição do financiamento de partidos através de empresas privadas.

Hoje temos 32 partidos políticos no Brasil e mais 21 partidos em processo de coleta de assinaturas (para poderem ser oficializados como partido), o processo para a criação de um partido é relativamente simples:

O primeiro passo para se criar um partido é obter a assinatura de 101 fundadores, distribuídos em pelo menos nove estados. Em seguida, deve-se registrar a legenda no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse registro é provisório e se concretiza com o apoio formal da quantidade de eleitores correspondente a 0,5% dos votos dados na última eleição a toda a Câmara dos Deputados, sem os brancos e os nulos. São necessários em torno de 430 mil eleitores para o registro. Cumpridas ainda outras formalidades, o partido participar de eleições, receber dinheiro do fundo partidário e ocupar o horário político no rádio e na TV.

Fonte: Jornal do Senado

Se pensarmos bem, é relativamente simples montar um partido, isso se considerarmos que tivemos diversos deputados e senadores com mais de 100.000 votos. E isso pode ser um grande problema para os maiores partidos estabelecidos, afinal, eles detêm o poder e não estão dispostos a mudar isso, por isso, o natural seria burocratizar o processo de criação de novos partidos.

Mas como fazer isso?

O plano seria simples e estaria escorado em dois pilares:

  • Reforma política, limitando o poder dos partidos chamados de nanicos.
  • Proibição de doações de empresas: Evitando que um pequeno partido chegue com muito dinheiro e se estabeleça em pouco tempo.

Bom, já vimos que a quantidade de dinheiro não é proporcional ao número de votos de um partido, a quantidade de votos possui fatores bem mais complexos como: Representatividade do candidato, propostas de governo, oratória, poder de argumentação, desempenho em debates, coligação politica, etc. Uma simples busca veremos ranking de todo tipo para estabelecer um custo médio por voto, isso pode varias de partido para partido, de candidato para candidato, de estado para estado, etc, etc, etc.

Enfim, esse texto sebe apenas como uma opinião do autor sobre como seria possível aumentar o tempo no poder utilizando reforma política com intuito de limitar pequenos e novos partidos e como usar o poder financeiro para vencer as eleições, ou pelo menos, manter a polarização que hoje existe por mais tempo.

Vale ressaltar: Proibir doação de empresas privadas é ridículo, afinal, as empresas também sofrem com as decisões de políticos quando eleitos, nada mais justo que elas também possam contribuir financeiramente com as ideias que mais lhe interessam.