Mesmo se for inocente, Dilma tem que sair! [Entenda]

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Brasília – DF, 02/02/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante Sessão solene destinada a inaugurar a 2ª Sessão Legislativa Ordinária da 55ª Legislatura do Congresso Nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Alvo das maiores manifestações populares da história do Brasil e pressão no congresso, no senado, nas ruas, na industria, investidores externos, países vizinhos, etc, a saída de Dilma passa a ser o único caminho.

Vamos fazer uma analogia com um time de futebol:

Guardiola é contratado para ser técnico do Flamengo, algo grandioso e ousado, mas acima de tudo, uma aposta que parece ser certeira, que tem apoio de todos os lados. Afinal, o cara é o melhor do mundo, ganhou de tudo, montou times magníficos. Seu caráter, valores e visão de futebol são inquestionáveis e até invejados por outros.

Ele monta seu time, com seus jogadores, comissão de sua confiança, faz a pré-temporada e começa o campeonato carioca. Vem o primeiro
jogo e uma derrota, o segundo e o terceiro também vem com resultados negativos. O tempo vai passando e os resultados não aparecem, poucas vitórias, muitos empates e derrotas e o Flamengo acaba eliminado na primeira fase. Nada faz sentido, mas é Guardiola é o cara, a torcida acredita e a diretoria apoia. Então começa o Campeonato Brasileiro e nada muda dentro de campo, fora dele, começam a aparecer criticas de jogadores, de funcionário, alguns ruídos com torcedores em restaurantes, o clima só piora e o Flamengo faz mais uma vez uma campanha para não ser rebaixado.

Ninguém questiona a qualidade do técnico, o seu caráter ou filosofia, mas claramente tem algo errado, então a torcida perde a paciência e passa a vaiá-lo na rua e em restaurantes, só que a diretoria continua firme ao bancá-lo. Os resultados não aparecem, na verdade tudo piora mais ainda, porque alguns jogadores passam a se dedicar menos, a correr menos, a não entrar em divididas, as substituições parecem não fazer a menor diferença. A oposição fica inflamada e já critica na imprensa de maneira aberta e direta, alguns diretores já se esforçam menos para defender o técnico.

O Flamengo é um grande clube, o Guardiola é um grande técnico, ambos são vitoriosos, mas é evidente que esse casamento não tem química, não flui e ambos veem que o futuro tende a piorar e não a melhorar. Então, em decisão sábia, chegam a um acordo e se separam. Pelo bem do Flamengo e pelo bem de Guardiola, ambos entendem que devem seguir suas vidas por conta própria.

O interino é bom? O próximo técnico que deverá ser contratado é melhor? Tanto faz, o que precisa acontecer é uma mudança no comando, só assim alguém poderá voltar a acreditar em algo, a dar algum tipo de credibilidade.

manifestação paulista impeachment Mesmo se for inocente, Dilma tem que sair! [Entenda]Esse raciocínio é bem simplista, até porque não temos a melhor presidente de todas, seu passado não é nada glorioso e todos pedem sua saída. Mesmo que ela consiga se safar do processo de impeachment e dobre o congresso nacional e o senado, não tem jeito, o povo não confia mais no seu governo. Mas mesmo que ela consiga convencer a população que precisamos nos unir para melhorar, os empresários (nacionais e internacionais) e os investidores não confiam mais.

Em resumo: A governabilidade acabou faz tempo e para conseguirmos sair dessa, Dilma precisa sair, mesmo se ela for inocentada em tudo. Mesmo se o presidente for Temer ou qualquer outro. Precisamos de um governo que nôs dê alguma perspectiva!